O final das obras para a Olimpíada pode piorar a situação de uma categoria que já enfrenta um momento complicado no Rio de Janeiro: a dos trabalhadores da construção civil. De janeiro a junho, a capital fluminense perdeu mais de 17 mil postos formais de trabalho no setor – o maior corte entre as cidades do país. Somando os postos perdidos em 2015, são quase 30 mil vagas formais a menos em 18 meses. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho.
O cenário de hoje “é muito preocupante”, diz o porta-voz do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil do Município do Rio de Janeiro (Sintraconst-rio), Guilherme Póvoas. De acordo com ele, a cidade só não sofreu um baque ainda maior em função das obras da Olimpíada.
“Agora que as obras estão acabando, e muitas já acabaram, esse rescaldo está vindo. A gente tinha até dois, três anos atrás, cerca de 200 mil trabalhadores na base. Hoje, no município do Rio, a gente está com 40% menos. E deve chegar a 50%. É possível que já seja 50% depois das Olimpíadas. Tem muita obra em reta final, de hotel, reforma, e as empresas vão passar em investir só quando sentirem confiança”, disse, em entrevista.
Fonte: G1
Clipping: Ajdaric
