
Os diretores Nilton Luz e Camerindo visitaram o canteiro de obras de construção da Escola Padrão, no povoado de Monteiro de Cima, no município de Cansanção, e constataram as condições desumanas de trabalho e moradia a que os trabalhadores estão sendo submetidos.
O alojamento é insalubre, os trabalhadores dormem sobre colchonetes no chão, no local onde antes funcionava o refeitório e que agora virou um dormitório improvisado.
Não tem área de vivência, nem é servida alimentação, que foi fornecida apenas na primeira semana de trabalho.
Além disso, as carteiras de trabalho dos empregados contratados também não foram assinadas.
O diretor de Saúde e Segurança do Trabalho do SINTRACOM-BA, Arilson Ferreira, está acompanhando e dando encaminhamento às denúncias de trabalho análogo à escravidão e solicitando fiscalização.

E contou que também há ocorrências em Salvador. Os diretores Luiz Carlos Santos (Tesoureiro), Railêucio Oliveira (Aposentadoria), Luiz Belon (Plena) e Valdomiro Bonfim (Conselho Fiscal) estiveram na obra da Construtora 800D, de reforma do Instituto Central de Educação Isaías Alves (ICEIA), e constataram diversas irregularidades: não assinaram as CTPS dos trabalhadores (as), não fornece cesta básica, não tem área de vivência, faltam Equipamentos de Proteção Coletiva e Individual (EPI’s e EPC’s) e o contrato é por obra certa, que é ilegal.
O SINTRACOM-BA está na luta para combater esse tipo de comportamento atrasado, desumano, cruel e racista, com que alguns patrões reacionários insistem em submeter seus empregados (as).
O SINTRACOM-BA exige providências imediatas e já solicitou fiscalização à Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE).
Não admitimos esse descaso com os trabalhadores (as) da construção! Exigimos o cumprimento de nossa Convenção Coletiva de Trabalho. Estamos em pleno século 21 e há mais de 137 anos da abolição da escravatura no Brasil.
Basta de exploração!
Exigimos trabalho digno e decente!
