
O SINTRACOM-BA teve presença marcante nas celebrações do 2 de Julho, Dia da Independência da Bahia, em Salvador, Bahia. Participou do desfile erguendo suas bandeiras em defesa dos direitos trabalhistas e sociais, fim da escala de trabalho 6×1 e a democracia. Também participaram do ato, dirigentes da FETRACOM-BASE, CTB, FLEMACON e diversas entidades.
O presidente do SINTRACOM-BA Carlos Silva, o vice-presidente Amando de Jesus, o presidente da FETRACOM-BASE Edson Cruz, a presidenta da FLEMACON Lúcia Maia, a presidenta da CTB Bahia e respectivas diretorias, se concentraram na estátua de Maria Quitéria, na Praça da Soledade, Lapinha, e saíram em caminhada rumo ao Campo Grande, fazendo um percurso de cerca de 5km, ao lado da deputada federal Alice Portugal (PCdoB-BA), do vereador Hélio Ferreira (PCdoB-BA) e de dirigentes e militantes de diversas entidades comprometidas com a defesa dos direitos da classe trabalhadora.
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Heróis da história baiana pela Independência do Brasil:
MARIA QUITÉRIA: Considerada a maior heroína das lutas pela Independência baiana. Cortou os cabelos, se vestiu de homem e se alistou voluntariamente no Exército para lutar contra as províncias que não reconheciam Dom Pedro como imperador.
JOANA ANGÉLICA: De família abastada, optou pela vida religiosa e morreu enfrentando os soldados lusitanos que a atingiram no peito com golpes de baionetas. Foi a primeira mártir da grande luta.
MARIA FELIPA: A “Heroína Negra da Independência”, era marisqueira, negra, alta, forte, jogava capoeira e era do candomblé. Liderando 40 mulheres, construiu trincheiras para impedir o desembarque das tropas lusitanas na ilha de Italarica, organizou o envio de mantimentos para o Recôncavo e a vigilância das praias, e participou ativamente de diversas batalhas. Contam que atraiam os portugueses, surravam com facão e cansançäo, e incendiavam seus barcos.
CORNETEIRO LOPES: Protagonizou um dos confrontos mais importantes da guerra da Independência da Bahia, a Batalha de Pirajá, com um erro (proposital ou não). Ao invés de executar o toque de recuar, tocou o comando “avançar cavalaria, à degola” e fez o exército português recuar, pensando que os brasileiros tinham recebido reforços. E a vitória foi dos brasileiros.
As batalhas travadas pela conquista da independência do Brasil tiveram início no dia 25 de junho de 1822 e só terminaram na Bahia em 2 de julho de 1823.
“Nunca mais, nunca mais o despotismo
Regerá, regerá nossas ações
Com tiranos não combinam
Brasileiros, brasileiros corações
Com tiranos não combinam
Brasileiros, brasileiros corações”
Trecho do Hino ao 2 de Julho. Composição de: Ladislau dos Santos Titara (letra) e José dos Santos Barreto (música).
