
Juntamente com o SINTRACOM-BA, a FETRACOM-BASE e a FLEMACON, as trabalhadoras (es) da construção vão ocupar as ruas e participar do ato “Mulheres vivas, em luta e sem medo: Por Democracia com soberania, pelo Bem Viver, fim do feminicídio e da escala 6×1”, que acontece no próximo domingo, 8 de Março, Dia Internacional da Mulher. A concentração às 9h, no Cristo da Barra, seguindo em caminhada até o Farol da Barra, em Salvador.
E tem mais: No dia 26 de março, às 9 horas, vamos nos reunir no auditório do SINTRACOM-BA, para um café da manhã com palestra. Será uma atividade para celebrar o mês que é dedicado à luta das mulheres, reafirmar as reivindicações pelo fim da escala 6×1 e o direito à vida, contra a violência e pelo fim do Feminicídio.
Vamos todas (os) participar!
A construção civil sempre foi, historicamente, um setor com forte predominância masculina. Mas, esse cenário está passando por transformações significativas, com um aumento gradual da presença das mulheres trabalhadoras.
No Brasil, o número de mulheres na construção civil cresceu mais de 100% em uma década. Elas estão ocupando cada vez mais cargos de liderança, gestão, planejamento, técnicas em edificações, segurança do trabalho, engenheiras e arquitetas.
Segundo informações da diretora de Mulheres do SINTRACOM-BA, Sônia Maria Francisca, nos canteiros de obras, as mulheres se destacam em funções que exigem precisão e atenção minuciosa ao detalhe. Especialmente em acabamentos, assentamento de revestimentos, azulejistas, pintoras, ceramistas, pedreiras, eletricistas. Em áreas onde são muitas vezes mais requisitadas que os homens.
Na Bahia, segundo dados da RAIS (Relação Anual de Informações Sociais), no ano de 2024 foram registrados 154.104 trabalhadores da construção civil formais (com carteira assinada). Desse total, a estimativa é que 8,5%, 13.162 são mulheres trabalhadoras da construção.
A expectativa é que esses números cresçam, em função do aumento das obras que vêm sendo executadas e estão em andamento, em todo o estado da Bahia, principalmente do PAC e do programa Minha Casa, Minha Vida.
O setor da construção civil caminha para uma maior equidade, rompendo com o padrão antigo, que dizia que canteiro de obras não é lugar para mulheres.
Elas provam que podem trabalhar onde quiserem. E também reivindicam seus direitos.
São mulheres fortes e de luta!
QUEM LUTA, CONQUISTA!
