Vice-Presidente do SINTRACOM-BA

 

Diretor Luis Carlos
Luiz Carlos – Vice-Presidente do SINTRACOM

Luiz Carlos da Cruz Santos, tem 55 anos, é casado, pai de três filhas e um neto. Sua profissão é carpinteiro, trabalha na construção civil desde a sua adolescência com 15 anos de idade. Em 1991 foi contratado pela Construtora Soares Leone e participa da diretoria do SINTRACOM desde 1992. Ao longo desses anos assumiu vários cargos no sindicato. Em sua primeira gestão foi suplente da diretoria, depois assumiu a Diretoria de Patrimônio, em seguida foi Tesoureiro e atualmente é o vice-presidente do sindicato para o mandato de 2015 a 2019. Foi diretor da Federação dos Trabalhadores na Indústria da Construção e da Madeira no Estado da Bahia e atualmente é membro do Conselho Fiscal da entidade.

Luiz Carlos fala: “minha vinda para o sindicato trouxe um grande aprendizado. Na obra erámos como semi-escravos, não havia a presença do sindicato para lutar pelos nossos direitos. Em 1990 quando surgiu o grupo liderado por Washington de Souza, as coisas começaram a mudar, com as denúncias do que acontecia nas obras e a união dos trabalhadores foi o inicio de tudo para o combate a exploração. Nesse movimento conheci o companheiro Amando que também continua diretor do sindicato, que me convidou para participar do movimento, então fui participando das paralizações, das assembleias, passeatas e assim, comecei a minha militância política/sindical na “Revolta dos Peões”.

Lembrando às dificuldades ele conta: “Quando saia de casa ainda na madrugada, tinha que levar almoço e a marmita era uma lata de “leite ninho” que de vez e quando explodia e servia de chacota para os companheiros que diziam: o peão hoje não vai comer que a bomba explodiu, era uma vergonha sem tamanho. Os patrões não forneciam o café da manhã, a jornada de trabalho era entre 10 a 12 horas exaustivas de segunda a sábado e aquele peão que não aguentasse o trampo, no dia seguinte estava fora da empresa e ainda não recebia o pagamento da rescisão”.

Luiz Carlos reconhece que com o trabalho de combate à exploração realizado pelo sindicato, ao longo desses anos fizeram com que os patrões mudassem um pouco, foram obrigados a respeitar os direitos dos trabalhadores. No que diz respeito à alimentação, por exemplo, as empresas passaram a fornecer alimentação (café da manhã e almoço) e essas foi uma das primeiras conquistas. A Bahia foi o primeiro estado a garantir esse direito para os trabalhadores da construção civil. Ainda faltam muitas coisas para acabar com a exploração em nossa categoria, mas as nossas lutas já nos deram muitas conquistas importantes.

Na vida pessoal, ele diz ter aprendido e aprende todos os dias muitas coisas. Conseguiu estudar um pouco, conseguiu participar de muitos cursos, seminários, congressos, além de muitas outras atividades da vida sindical. Ele finaliza afirmando que “se orgulha muito de ser um trabalhador da construção civil e mais ainda, por ter a oportunidade de ajudar nas lutas contra a exploração – como diretor do sindicato, pode assim ajudar a construir melhores condições de vida para os trabalhadores”.


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Fatima Barreto